Logo abaixo:
claro que em um dia não ia funcionar.
A coisa é que eu me meti a apresentar esse trabalho na antiga faculdade, na semana de filosofia de lá - alguma coisa sobre natureza e o fim-dos-tempos, o papo da moda, o tema da semana, não do meu trabalho - e aproveitar pra ver se despertava interesse em alguém sobre o assunto, companheiros de pesquisa, coisa assim. Li e fichei, mas como faltava escrever a coisa e usei da tática largamente conhecida como PROCRASTINAÇÃO, fiquei com vergonha de apresentar uma coisa porca e, err, não fui.
Vou ano que vem.
Os 5 dias que ficarei livre das ocupações de GANHAR DINHEIRO são para arrumar a matéria que acumulei até agora. Que chato que a minha vida orbite sobre isso. Claro, orbita também sobre o show do silverchair cover que eu quero ir e as explicações que dou pra quem acha isso muito engraçado. Mas não escondo minha vontade de voltar a pré-adolescência de camisa preta no clima do Ceará, liberdade que não me concedo mais.
Ganhei uma estante de aniversário, uma tremenda alegria de arrumar os livros empilhados no guarda-roupa. Foi em agosto, em março agora não há mais espaço - preciso de outra porque eles empilham uns sobre os outros na própria estante. Os livros de besteirol ganham espaço, a literatura mundial ficando risível. Minha impressão sempre foi, e isso funcionava como uma prova da minha inadequação à profissão, ter mais livros de ficção do que qualquer outros, mas na noite dessa semana que tirei para limpar a poeira contei e o resultado deu outro. E sem contar o problema que não consigo lê-los.
Talvez com 5 dias onde não vou fazer algo diferente disso - o que é um raio de chato, no final da história. Às vezes preferiria resolver problemas apertando uns botões ou, sei lá, desenhando uma maquete - se me embalar - e se descobrir substâncias ilícitas boas para perder sono - derrubo aquele Alvalovara que, vergonha das vergonhas, mas ainda assim uma parte importante da adolescência, ela de novo, de moleuqes metidos a letrados e bêbados, roubei na cara dura da Livraria. Anos atrás, certo. E eu devi 80 páginas para o fim na primeira leitura, mas me engasguei. Eu morsva na Cidade dos Func ainda. Hoje moro na área nobre da cidade e levo 1:20h para chegar da faculdade.
Eu também queria resolver problemas apertando botões. Mas um filho da puta chamado Dijkstra falou que “o computador está para a Computação como o telescópio está para a astronomia” e transformou tudo num negócio muito chato.