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A bela sulista

O título é piada interna; referência fácil, principalmente se você pensar num carro em alta velocidade.

Indo ao encontro de um muro.

Com toda força.

Que é mais ou menos a minha idéia de felicidade nessa última semana. Culpa provável do café e do troço preto, grotesco de doce, um combinado que me deixa ser bocejar todas as aulas.

Falta

Elegância, fundamentalmente.

Tem o problema do trabalho tomar mais que as 8 horas descritas no contrato. Não levo trabalho para casa, mas gostaria de levar se a coisa fosse mais instigante. E sempre existe o desejo, não exclusivo meu e nem de hoje, de ganhar para atualizar o blog. Algumas pessoas conseguem, mas eu não sambo.

Ah, sim, citar o trabalho é por razão dele tomar o tempo de preparação mínima para pesquisar, tirar conclusões e esmerar as palavras num argumento legível e coisa assim. Sem maiores motivos para citar o trabalho.

Sem grandes motivos para dormir, mas esse sono…

Demora

Logo abaixo:

claro que em um dia não ia funcionar.

A coisa é que eu me meti a apresentar esse trabalho na antiga faculdade, na semana de filosofia de lá - alguma coisa sobre natureza e o fim-dos-tempos, o papo da moda, o tema da semana, não do meu trabalho - e aproveitar pra ver se despertava interesse em alguém sobre o assunto, companheiros de pesquisa, coisa assim. Li e fichei, mas como faltava escrever a coisa e usei da tática largamente conhecida como PROCRASTINAÇÃO, fiquei com vergonha de apresentar uma coisa porca e, err, não fui.

Vou ano que vem.

Os 5 dias que ficarei livre das ocupações de GANHAR DINHEIRO são para arrumar a matéria que acumulei até agora. Que chato que a minha vida orbite sobre isso. Claro, orbita também sobre o show do silverchair cover que eu quero ir e as explicações que dou pra quem acha isso muito engraçado. Mas não escondo minha vontade de voltar a pré-adolescência de camisa preta no clima do Ceará, liberdade que não me concedo mais.

Ganhei uma estante de aniversário, uma tremenda alegria de arrumar os livros empilhados no guarda-roupa. Foi em agosto, em março agora não há mais espaço - preciso de outra porque eles empilham uns sobre os outros na própria estante. Os livros de besteirol ganham espaço, a literatura mundial ficando risível. Minha impressão sempre foi, e isso funcionava como uma prova da minha inadequação à profissão, ter mais livros de ficção do que qualquer outros, mas na noite dessa semana que tirei para limpar a poeira contei e o resultado deu outro. E sem contar o problema que não consigo lê-los.

Talvez com 5 dias onde não vou fazer algo diferente disso - o que é um raio de chato, no final da história. Às vezes preferiria resolver problemas apertando uns botões ou, sei lá, desenhando uma maquete - se me embalar - e se descobrir substâncias ilícitas boas para perder sono - derrubo aquele Alvalovara que, vergonha das vergonhas, mas ainda assim uma parte importante da adolescência, ela de novo, de moleuqes metidos a letrados e bêbados, roubei na cara dura da Livraria. Anos atrás, certo. E eu devi 80 páginas para o fim na primeira leitura, mas me engasguei. Eu morsva na Cidade dos Func ainda. Hoje moro na área nobre da cidade e levo 1:20h para chegar da faculdade.

Um dia pra escrever.

Nos dias passados, em vez disso eu, erh, dormi. E dormir não é a atitude mais incentivada na cadmía.

Mas se tudo der certo, por milagre, não quero ninguém lá, compartilhando minha vergonha.

Obrigação do mês

No sábado chegou em casa a caixa da Livraria Cultura, com os livros que escolhi após ter ganhado o concurso do Portal Literal. Um presente, os outros cinco livros da profissão. Senti orgulho da minha obstinação, de colocar o trabalho em primeiro lugar - uma necessidade que se torna maior cada vez que a barriga dá sinais de incompletude - e dar uma trégua longa a briga com a ficção, que faço lá idéia de quando termina.

Parece um bocado nerd escrever isso, “ah, a literatura e blé”. Como quase ninguém conhece meu quarto, dou a noção rápida (mentalizem aí): duas camas, um guarda-roupa, uma escrivania abarrotada e uma estante idem. Não se encontram muitas roupas. Umas meias sujas, aqui, ali, eu quase nunca reparo.

Mas todo mundo (como assim todo mundo? que figura é essa? não tem todo mundo aqui, sou um grande campeão na modalidade falta de leitura alheia) fixou a imagem da escrivania e da estante, certo? Preciso de uma nova estante, bem lembrado, porque os livros já estão deitando um sobre o outro e essa não é uma boa posição. Eu nem sei se cabe no quarto, mas preciso. Então, depois de montar BEM as duas imagem descritas na mente, acrescentem (e insisto no plural, mesmo ciente que fui vencido) a noção do horário em que frequento, sozinho - acrescentem esse conceito também - o ambiente. Pra dar um RESUMÃO prático, eu não tenho muita coisa pra fazer, porque não gosto de fazer quase nada. Mantenho-me ocupado lendo. Nada de grandioso, nada de 100 páginas por dia, passo longe. Mas condenso como principal atividade, de mais constância, essa de ler e comprar mais o que ler para nunca ficar sem nada de novo - fiquei uma vez e a angústia pairou sobre mim.

Queria mesmo ter pedido As Benevolentes, o livro-de-900-páginas-da-moda que, com muito esforço, cheeguei na 60 e pouco, no café da Siciliano. Uma tremenda concentração, dificultada quando passei a reconhecer gente que dividia as mesas, pobretões porém intelectualizados.

Não que eu tenho conseguido ler qualquer coisa que não envolva a ordem expressa de alguém. Sou o novo sócio da xerox.

Até agora

Esse ano, eu aprendi o quanto não tenho forças para segurar o sono - preciso de ajuda, preferencialmente um estoque de energéticos que funcionem - aprendi que intervalo entre aulas de 2 horas pode não ser um costume geral, aprendi a me apavorar menos se caminho nas ruas na hora em que a população dessa cidade dorme, aprendi a dividir quarto, a períodos maiores de abstinência alcóolica, a usar menos o telefone.

Assim, só um resumo pra contextualizar geral.

escrevescreve

eu não consigo largar disso.